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Seminário

O Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus carrega consigo uma história que data mais de 150 anos, cumprindo a bela missão de ser sementeira de vocações para as terras diocesanas de Diamantina. Tendo sido iniciado pelo então bispo diocesano Dom João Antônio dos Santos, começou, sem uma sede própria, na Casa do Contrato – que, posteriormente, veio a funcionar como Palácio Arquiepiscopal – sob o nome de “Ateneu São Vicente de Paulo”. Os “novos seminaristas”, na verdade, apenas foram deslocados do Seminário de Mariana para a nova diocese, com a condição de que fossem eles pertencentes às paróquias que agora faziam parte da Diocese de Diamantina.

Como homem aberto à ação do Espírito e tomado de ardor missionário em ver a diocese com a sua sede própria de Seminário, Dom João já começou a se preparar para que se fizesse possível essa construção. Renunciando à verba doada por Dom Pedro II para a construção de seu Palácio, pediu a autorização do Imperador para que se iniciasse, com o valor da verba, a edificação do Seminário. Foi assim, nesse espírito de renúncia de si, que os seminaristas, em 19 de Julho de 1867, saiam da casa dos contratadores para ocuparem a nova moradia feita no Largo do Curral – atual Largo Dom João – juntamente com os dois primeiros padres lazaristas, ambos franceses, que vieram para colaborar com os trabalhos na diocese: Padre Francisco Xavier Bartolomeu Sipolis, o primeiro reitor do Seminário de Diamantina (1867-1886), e seu colaborador, Padre Afonso Bec.

Foi já no início dos trabalhos no Seminário que o padre Bartolomeu, devoto que era do Coração de Jesus, propôs ao Bispo que o patrono do Seminário fosse o Sagrado Coração de Jesus, após um raio ter caído no recreio e não ter ferido nenhum dos que ali estavam reunidos. Desse modo, desde então, o Seminário de Diamantina empenha-se em formar sacerdotes segundo o Coração de Jesus, animados pela missão de anunciar a Boa Nova a todas as criaturas.

Assim, o Seminário Provincial Sagrado Coração de Jesus continua vivo, cumprindo a missão de formar corações ardentes de desejo pelo Reino de Deus. Sua história, levada por mais de trinta homens valentes que assumiram a reitoria e pelas centenas de seminaristas que por essa casa passaram, deixam, sobretudo, um legado de esperança da promessa de Jesus, que continua a encantar jovens para a missão do sacerdócio, permanecendo intacto aquilo dito pelo Cristo antes de sua gloriosa ascensão: “eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28,20).

Enviai, Senhor, operários para a vossa messe, pois a messe é grande e os operários são poucos!

O Revmo. Sr. Pe. Bartholomeu Sipolis, o primeiro superior, sempre afeiçoado a casa, chegando muitas vezes a dizer: ‘É um encanto de Minas, um jardim delicioso, um paraíso na terra’. Permaneceu nesta casa até 1886. Seu nome é até hoje repetido entre saudades por todos os padres que o conheceram, assim como por todos os que com ele trataram.

Admirador dos clássicos, hábil manejador da pena, era também um santo. Dedicado de corpo e alma ao seminário, ainda lhe restava, contudo, tempo para viagens pequenas em busca das almas, ao Biribiri, ao Pinheiro e aos outros lugares vizinhos. Dotado de grande tranquilidade, espírito lúcido, pacífico, bondoso, atraía todas as pessoas.

Deve-se a construção do majestoso templo dedicado ao Coração de Jesus, que se ergue majestoso no Largo Dom João. Foi ele que aí lançou a primeira pedra aos 16 de março de 1884, com grande festa e numerosa assistência.

Também fundou a Associação das ‘Filhas de Maria’ e a Confraria da Guarda de Honra do Sagrado Coração de Jesus, tendo sido Diamantina o primeiro centro do Brasil, e por muito tempo depois, o único. Foi esta Confraria elevada à Arquiconfraria a 14 de dezembro de 1874.

Com o Padre Bartholomeu vieram os Revmos. Srs. Padres Affonso Bec, Antônio Perin e Pedro Fortucci, nomes lembrados e ainda repetidos entre todos os antigos alunos, como pelos habitantes da cidade. Muitos conservam ainda o retrato simpático do sempre alegre Padre Antônio Perin, contam fatos da sua vida e contam suas virtudes.

Após, vieram os Revmos. Padres Geraldo Teissandier e Pedro Delery. Este último foi durante muito tempo procurador, prestando neste cargo inúmeros benefícios ao estabelecimento, aí permanecendo até 1901. Em 1886, sendo o Revmo. Padre Bartholomeu nomeado visitador, tomou o seu lugar de superior, o Revmo. Padre Miguel Sipolis, seu irmão.

Neste espaço de tempo tomaram parte na direção os Revmos. Srs. Padres João Torgnes, Benjamim Frechet, José Nicolau Giordano com os irmãos coadjutores André, Basílio, Pedro e Francisco Four. Este último morreu nesta casa aos 24 de maio de 1904, onde trabalhou sempre com grande dedicação.

Morrendo o Revmo. Padre Miguel, foi nomeado superior em 1894 o Revmo. Padre Achiles Berardini, que dirigiu o seminário durante quase 10 anos, sendo depois chamado para o Rio, onde faleceu.

Durante este tempo foram seus auxiliares: os Revmos. Srs. Padres João Anesi, Affonso Maria Mattos, Julio Augusto Bastos, Camillo Durand, Benjamin Vivens, Antônio José dos Santos e o irmão João Augeau. Em setembro de 1903 foi nomeado também o Seminário os Revmos. Srs. Padres Gabriel Brayet e Dyonisio Vitalis.
Sendo pequeno o número de alunos, o Seminário com sérias dificuldades, começaram os seus diretores a tratar da questão da sua equiparação ao Ginásio Nacional. Aos 13 de setembro de 1904 chegaram os Revmos. Srs. Padres Paulo Kergosieu e Victor Bonllard.

Aos 29 de dezembro de 1905 foi o Seminário, por decreto do poder executivo, equiparado ao Ginásio Nacional. Grande foi o número de alunos que nos exames, segundo as normas e o programa do Ginásio, foram aprovados. Era o programa dividido em seis anos, sendo Delegado fiscal o Dr. Francisco Salles Mourão e secretário o Revmo. Padre Paulo Kergosfen, lente de ciências.

Em julho de 1907 chegou o Revmo. Padre Pedro Girard. Em 1908 o Revmo. Padre Fernando Van Pelt e o Revmo. Padre Bernarde Kuenen. Aos 27 de fevereiro de 1909, tendo partido para o Rio em 1908 (julho) o Revmo. Padre Henrique Lacoste, recebeu o Seminário o novo superior Revmo. Padre Desiderio Deschand, que muito trabalhou para o desenvolvimento intelectual dos alunos e fundou a associação de S. José, de acordo com o Exmo. Dom Joaquim Silvério de Souza, 2º bispo da Diocese, que tomara posse em 1905 pela morte do Exmo. Dom João.

Saindo o Revmo. Padre João Anesi que desde 1901 ocupara o cargo de procurador, foi substituído pelo Revmo. Padre Paulo Kergosien.

Ausentou-se o Revmo. Padre Victor Boullard, substituindo o Revmo. Padre Fernando Taddei. A matricula nestes anos foi na media de 90 alunos. Dois outros padres vieram completar o número: os Revmos. Padres Carlos Lidstrom e José Jardim.

Os exercícios militares introduzidos desde 1510 foram supressos pelo Governo. Todos os anos se realizavam, duas vezes no ano, solene festival, novos melhoramentos foram feitos.

Aos 13 de junho de 1914, partindo para o Rio o Revmo. Padre Desiderio Deschand, recebeu o Seminário aos 14 de setembro o seu novo superior, Revmo. Padre Vicente Peroneille.

Em agosto deste mesmo ano perdeu o estabelecimento o Revmo. Padre Paulo Kergosien, que partiu para os serviços da Pátria. Também em agosto de 1915, pelo mesmo motivo, o incansável irmão coadjutor, João Angeau.

Em março de 1916, pelo mesmo motivo, o Revmo. Padre Vicente Peroneille, ficando o Seminário entregue à direção do Revmo. Sr. Paddre Antônio José dos Santos, atual Bispo auxiliar, e a procuradoria ao Revmo. Padre Pedro Onclin, enviado de Mariana para este fim.

O corpo docente em 1917 achava-se assim constituído: Revmo. Padre Antônio José dos Santos, Reitor e professor de Teologia Moral, Liturgia e História Sagrada; Padre Gabriel Brayet, assistente e professor de Teologia Dogmática, Direito Canônico, História Eclesiástica, Escritura, Química, História Natural e Apologética; Padre Carlos Lidstrom, secretário e professor de História Universal, Português e Desenho; Padre Fernando Van Pelt, professor de Línguas; Padre José Jardim, professor de Filosofia, Línguas, Geografia, e prefeito de disciplina; Padre Pedro Onclin, procurador e professor de Latim e Cantochão; com os colaboradores Padre José da Costa Coelho professor de Português, Geografia e Introdução Religiosa; Padre José Aristides Caldeira Brant, professor de Aritmética, Latim; Padre Raymundo de Almeida e Souza professor de Matemática e Física.

Em 1918 voltara a Diamantina o Revdo. Padre Vicente Peronéille, a reocupar o seu cargo superior do Seminário. Eram seus colaboradores os Revmos. Padres Gabriel Brayet, Antônio José dos Santos, Carlos Lidstrom, Pedro Onclin, João Camillo de Almeida, Fernando Vam Pelt, José Jardim. Como colaboradores seculares, estavam no Seminário os Revmos. Padres José Coelho, José Aristides, Raymundo de Almeida. Coadjuvava-os o saudoso Irmão João Augeau que aos 7 de agosto, partiu para Campo Belo.

  • Pe. Darlan Aparecido Fátima Lima (Reitor)
  • Pe. Alam Martins de Melo (Vice-Reitor)
  • Pe. Adão Carlos Pereira da Fonseca (Diretor de Estudos)

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