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Palavra do Arcebispo - Sobre as Eleições Municipais

 

"Envolver-se na política é obrigação de todo cristão, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum" (Papa Francisco)

 

 

Aos homens e mulheres de boa vontade!


Gente boa!

 

No próximo mês de outubro teremos as eleições municipais, quando elegeremos prefeito (a) e vereadores (as) da nossa cidade. A Arquidiocese de Diamantina, por ser força viva na sociedade e estar atenta ao clamor do povo, considera sua missão, oferecer critérios e orientações para os homens e mulheres de boa vontade exercerem o sagrado direito do voto, com consciência e responsabilidade.


Numa perspectiva cristã votar corretamente, conhecendo e praticando as normas da lei eleitoral, é atitude que deve espelhar a fé que professamos. A Palavra de Deus ensina: "é mentiroso quem diz amar a Deus que não vê, se não ama o irmão que vê" (1Jo 4,20). Nesse sentido, podemos entender que o verdadeiro amor ao próximo também passa pela construção da cidade, da nossa "casa comum", onde todos, com dignidade, devem viver como filhos e filhas de Deus. Já o voto irresponsável mata, rouba e empobrece a todos, porque elege pessoas interesseiras que não trabalharão para o verdadeiro progresso da cidade e o bem do povo.


A Igreja Católica não faz política partidária e não assume nenhuma candidatura, mas convoca todos à responsabilidade, os cristãos e todas as pessoas de bem, para a construção "de um País próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos" (CNBB).

 

Qual é o perfil, o jeito do bom político?


Primeiramente, é importante dizer que não existem candidatos ideais e perfeitos. Tal constatação, no entanto, não pode ser desculpa para não fazer uma escolha responsável. Um bom candidato (a) deve reunir certas qualidades ou, ao menos, delas se aproximar. Ou seja:

 

Quem se coloca a serviço do povo precisa ser ético, ter senso de justiça e coerência entre o que fala e o que pratica. Espera-se que seja uma pessoa honesta, transparente e verdadeira antes, durante e depois da campanha política.

 


Segundo os valores cristãos, é fundamental que o candidato (a) defenda a vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu natural fim.

 

O candidato (a) desejado é aquele (a) que promove a justiça social e prioriza em seu projeto de governo ações para a superação das desigualdades sociais e a qualidade de vida da comunidade; luta pela preservação e recuperação do meio ambiente e do patrimônio cultural.

 

Antes de dar o seu voto, observe se o candidato (a) é empreendedor, se está preocupado em desenvolver a economia e gerar oportunidades para todos, se é inovador e levanta bandeiras mobilizadoras da comunidade. Veja se é estrategista, se tem visão de futuro, se é bom administrador e escolhe seus colaboradores a partir da competência. Julgue se tem capacidade de alavancar recursos e não gasta além do que arrecada.

 

Qual é o perfil, o jeito do bom eleitor?

 

É bem sabido que podem existir políticos corruptos, mas é igualmente verdadeiro que corrupto também pode ser o eleitor. A corrupção acontece quando a pessoa vota segundo interesses particulares e não está nem aí com o bem de todos. A saber:

 

O eleitor honesto não vende seu voto e nem troca por benefícios pessoais (dinheiro, gasolina, cargos, emprego e outros ... ); ou benefícios concedidos à família, à associação ou comunidade.

 

Embora todos tenham suas convicções e preferências, o bom eleitor sabe dialogar, respeita os adversários políticos e aqueles que possam pensar diferentemente; na vitória ou na derrota não apela para a humilhação, inimizade e violência.


O eleitor sério preserva sua liberdade de escolha e a dos outros, portanto, não obriga seus funcionários e colaboradores, membros de sua comunidade ou igreja, familiares, amigos e colegas de trabalho a votar em seu candidato. Ou seja, não pratica o "voto de cabresto!"

 

O bom eleitor é ponderado ao analisar o perfil do candidato de sua preferência, sabe avaliar a qual grupo ele pertence, quem o acompanha ou apoia na política; e não se deixa influenciar por promessas eleitoreiras ou por apelações baratas.

 

O eleitor responsável, quando tem provas concretas e certas, denuncia o candidato ou o partido que desrespeita a Lei Eleitoral.

 

O eleitor consciente esforça-se para votar bem, escolher com cuidado aquele (a) para quem vai dar autoridade de mando em sua cidade e tem consciência que, depois das eleições, deve continuar na responsabilidade de vigiar e cobrar o candidato eleito.


Eis os 10 mandamentos do eleitor cristão e consciente. (TRE - Paraná)


1. Não deixe de votar!
A sua ausência enfraquece a democracia. Caso não seja possível votar por estar fora do domicílio, não se esqueça de justificar o voto em qualquer local de votação. Vota-se com qualquer documento oficial com fotografia.


2. Não vote contrariando sua opinião!
Não mude seu voto por influência da TV, do Rádio e da Internet. O Candidato mais simpático nem sempre é o melhor.


3. Não venda seu voto!
Vender o voto é crime, sujeito à pena de quatro anos de detenção. Quem vende ou compra voto é corrupto e prejudica toda a sociedade.


4. Não vote para contentar amigos ou parentes!
O voto é sigiloso e corresponde à consciência de cada um. Seja honesto com você mesmo e responsável na construção da cidade e do País.

 

5. Não vote sem conhecer o programa e as reais intenções do candidato e do partido! Analise se o candidato (a) tem condições de cumprir com o que promete e se, de fato, conhece os problemas da população.


6. Não vote sem conhecer o passado do candldato!
Saber da vida precedente do político é útil na hora de escolher. A Lei da "Ficha Limpa" tem ajudado a afastar os maus candidatos. Confira se o candidato (a) não tem condenações na justiça.


7. Não vote sem conhecer o caráter do candidato!
Não eleja ou reeleja candidatos (as) sem caráter. A pessoa de bom caráter é honesta, sincera, íntegra, gente boa e de família, comprometida com o povo.

 

8. Não deixe nenhuma pesquisa mudar o seu voto!
Tenha personalidade e não se deixe influenciar facilmente. Vote naquele (a) que sua consciência julgar ser o melhor para a comunidade.


9. Não anule seu voto!
Ao contrário do que se pensa, voto nulo não anula eleição e pode favorecer o candidato que está à frente no pleito.


10.    Não vote em branco!
Fugir da responsabilidade em definir rumos de sua cidade e do seu País não é solução. Ao contrário, renunciar à escolha é aceitar o que está aí e não lutar por melhorias.

 

Caríssimos,

O cristão e todas as pessoas de boa vontade não podem "lavar as mãos" e não se comprometerem em tudo o que diz respeito ao bem da cidade e do País, a nossa "casa comum". Ter ou não emprego, transporte digno e escola para os filhos, saneamento básico, remédios e médicos suficientes, vaga no hospital, estradas melhores, água e alimento para todos, tudo passa pela política e depende da responsável participação de todos, em especial, do voto consciente.

 

Na oportunidade das eleições municipais, exerça o direito e o dever do voto com responsabilidade cidadã e amor cristão.

 

Que o bom Deus abençoe a todos!



Diamantina, 25 de setembro de 2016 - Dia da Bíblia!

+ Darci José Nicioli, Cssr

Arcebispo Metropolitano de Diamantina MG

 

Encontro de pais e familiares

 

Ocorreu neste domingo, 11, o Encontro de pais e familiares organizado pelo Seminário Arquidiocesano de Diamantina com uma participação significativa do familiares dos seminaristas estando presente aproximadamente 130 pessoas. Este encontro acontece anualmente visando o contato e aproximação da família do seminarista com a realidade vivida por eles no seminário durante o caminho de discernimento e formação.

 

O encontro começou as 10h da manhã com uma apresentação dos seminaristas e estes de suas famílias seguido de um café. Depois o reitor pe. Frederico Martins, falou sinteticamente das cinco dimensões na qual o seminarista é formado durante os seus 7 anos no seminário, a saber: Formação humana, Formação espiritual, Formação intelectual, Formação pastoral, Formação comunitária; pois assim nos diz o documento “A formação sacerdotal nos seminários” da Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão para a América Latina: “Um bom Seminário é a garantia de uma Igreja particular florescida e fecunda“. Soma-se a isso a participação e envolvimento da família que é muito importante  para que seus filhos sejam conduzidos pelo bom Pastor de forma que esta afirmação se torne realidade.

 

Ao meio dia participamos da santa Eucaristia presidida por nosso Arcebispo Dom Darci. As 14:30h foi realizada uma gincana e passado um pequeno vídeo no qual encenavam os seminaristas: Alfredo, Isael e Marcelo do quarto ano de teologia e Rogério do terceiro ano de teologia. Terminado o vídeo foi entregue uma pequena lembrança às famílias com uma carta escrita pelos seminaristas a suas famílias. Logo após foi rezada por todos a Consagração ao Sagrado Coração de Jesus e oferecido um café. Terminado o café foi feita a foto oficial do encontro que está neste post.

 

A Faculdade Arquidiocesana de Curvelo, por ocasião da formatura de da primeira turma de Direito, agradeceu a Dom João Bosco, Arcebispo emérito de Diamantina e presidente da Mantenedora da FAC quando da instituição do curso. O diretor, pe. Lindomar Rocha Mota ofereceu uma placa e expressou os agradecimentos de toda a Comunidade acadêmica pelo inesquecível feito.

 

Descoberta da verdade e a verdade como descoberta


Em torno da verdade se esconde uma série de fatores que preocupam filósofos, teólogos, cientistas e quem mais se interessa por ajuizar de maneira adequada o que acontece ao nosso redor e conosco mesmo. O caráter existencial dado a ela desafia ainda mais quem a busca no horizonte histórico de sua fé, dado que determinante a qualquer verdade além de poder ser compreendida também, em maior ou menor extensão, ser transmitida e constituir uma comunidade de ideias. Estas posições preliminares nos colocam na longa tradição ocidental e sua relação com a questão da verdade. Nesta palestra examinaremos duas posições intermitentes derivadas das tradições grega e latina.

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