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3º ADORAR-TE - EM SINTONIA COM O DNJ- Paróquia Nossa Senhora da Graça - Capelinha/MG

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nestes dias, quando os ânimos se inflamam pelo ardor dos discursos políticos, os debates se tornam profícuos e a atenção se concentra nos candidatos a prefeitos e se dispersa frente ao infinito número de vereadores: os dois estão juntos – os candidatos a executar o orçamento do município, fruto da contribuição de todos nós; e o legislativo, encarregado de encaminhar leis, aprová-las e fiscalizar os gastos do executivo, para que o dinheiro não se perca em atividades pouco republicanas. A política, como sabemos, é uma das artes mais antigas que existe. O filósofo Platão relembrou que o papel do político é como o de um tecelão, que deve juntar diferentes tecidos até conseguir uma peça única. Seu discípulo, Aristóteles, a definiu como a arte suprema, porque visa proporcionar o bem a uma grande quantidade de pessoas. Ainda segundo Aristóteles, precisamos da política porque somos animais políticos que amamos a vida juntos muito mais do que a vida solitária. Dito isso, passemos a análise atual da situação corrente. O nosso sistema de governo é baseado na divisão dos poderes, três para ser exato,  inspirado na divisão de Montesquieu. Em sua prerrogativa, Montesquieu queria evitar que o poder se tornasse absoluto, nas mãos de uma só pessoa. Essa divisão geraria um controle constante de um sobre o outro. Quando harmonicamente organizados os poderes executivo, legislativo e judiciário se tornariam limites para pretensões não republicanas que possa vir a afetar algum deles. Nesta ótica, portanto, e no contexto que estamos agora, de escolher representantes de dois poderes (prefeitos) para o executivo e (vereadores) para o legislativo, era de se esperar como propostas efetivas, principalmente desses últimos, o exercício de suas funções constitucionais e controle do executivo.

Entretanto, os vereadores, em sua esmagadora maioria, se revestiram de executivos menores. Prometeram melhoria na saúde, na educação, nas estradas, na segurança. Mas nenhum se recordou de prometer melhores Leis. Leis que poderiam impedir o inchamento das máquinas públicas nas prefeituras, desperdício de recursos, limitados nestes tempos de crise, leis que dificultassem a corrupção e a prevaricação dos agentes públicos. Essa função primordial passou longe dos discursos correntes, e pelo que tudo indica na próxima legislatura teremos ainda o judiciário como único órgão de controle, que por sua vez não será controlado por ninguém. São os amagamos de uma Democracia que ainda tem muita estrada a percorrer nas trilhas de um País mais ou menos ordenado, que como o próprio nome exprime, funciona mais ou menos. Entretanto, algo fica claro, caso encontrem por ai algum candidato a vereador preocupado com a elaboração de melhores e Leis e algum candidato a prefeito disposto a cumprir essas Leis, pode votar que é voto certo, no mais, é mais do mesmo!

 

 

Pe. Lindomar Rocha Mota
Diretor da FAC

 

 

 

 


Palavra do Arcebispo - Sobre as Eleições Municipais

 

"Envolver-se na política é obrigação de todo cristão, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum" (Papa Francisco)

 

 

Aos homens e mulheres de boa vontade!


Gente boa!

 

No próximo mês de outubro teremos as eleições municipais, quando elegeremos prefeito (a) e vereadores (as) da nossa cidade. A Arquidiocese de Diamantina, por ser força viva na sociedade e estar atenta ao clamor do povo, considera sua missão, oferecer critérios e orientações para os homens e mulheres de boa vontade exercerem o sagrado direito do voto, com consciência e responsabilidade.


Numa perspectiva cristã votar corretamente, conhecendo e praticando as normas da lei eleitoral, é atitude que deve espelhar a fé que professamos. A Palavra de Deus ensina: "é mentiroso quem diz amar a Deus que não vê, se não ama o irmão que vê" (1Jo 4,20). Nesse sentido, podemos entender que o verdadeiro amor ao próximo também passa pela construção da cidade, da nossa "casa comum", onde todos, com dignidade, devem viver como filhos e filhas de Deus. Já o voto irresponsável mata, rouba e empobrece a todos, porque elege pessoas interesseiras que não trabalharão para o verdadeiro progresso da cidade e o bem do povo.


A Igreja Católica não faz política partidária e não assume nenhuma candidatura, mas convoca todos à responsabilidade, os cristãos e todas as pessoas de bem, para a construção "de um País próspero, democrático, sem corrupção, socialmente igualitário, economicamente justo, ecologicamente sustentável, sem violência, discriminação e mentiras; e com oportunidades iguais para todos" (CNBB).

 

Qual é o perfil, o jeito do bom político?


Primeiramente, é importante dizer que não existem candidatos ideais e perfeitos. Tal constatação, no entanto, não pode ser desculpa para não fazer uma escolha responsável. Um bom candidato (a) deve reunir certas qualidades ou, ao menos, delas se aproximar. Ou seja:

 

Quem se coloca a serviço do povo precisa ser ético, ter senso de justiça e coerência entre o que fala e o que pratica. Espera-se que seja uma pessoa honesta, transparente e verdadeira antes, durante e depois da campanha política.

 


Segundo os valores cristãos, é fundamental que o candidato (a) defenda a vida, em todas as suas manifestações, desde a sua concepção até o seu natural fim.

 

O candidato (a) desejado é aquele (a) que promove a justiça social e prioriza em seu projeto de governo ações para a superação das desigualdades sociais e a qualidade de vida da comunidade; luta pela preservação e recuperação do meio ambiente e do patrimônio cultural.

 

Antes de dar o seu voto, observe se o candidato (a) é empreendedor, se está preocupado em desenvolver a economia e gerar oportunidades para todos, se é inovador e levanta bandeiras mobilizadoras da comunidade. Veja se é estrategista, se tem visão de futuro, se é bom administrador e escolhe seus colaboradores a partir da competência. Julgue se tem capacidade de alavancar recursos e não gasta além do que arrecada.

 

Qual é o perfil, o jeito do bom eleitor?

 

É bem sabido que podem existir políticos corruptos, mas é igualmente verdadeiro que corrupto também pode ser o eleitor. A corrupção acontece quando a pessoa vota segundo interesses particulares e não está nem aí com o bem de todos. A saber:

 

O eleitor honesto não vende seu voto e nem troca por benefícios pessoais (dinheiro, gasolina, cargos, emprego e outros ... ); ou benefícios concedidos à família, à associação ou comunidade.

 

Embora todos tenham suas convicções e preferências, o bom eleitor sabe dialogar, respeita os adversários políticos e aqueles que possam pensar diferentemente; na vitória ou na derrota não apela para a humilhação, inimizade e violência.


O eleitor sério preserva sua liberdade de escolha e a dos outros, portanto, não obriga seus funcionários e colaboradores, membros de sua comunidade ou igreja, familiares, amigos e colegas de trabalho a votar em seu candidato. Ou seja, não pratica o "voto de cabresto!"

 

O bom eleitor é ponderado ao analisar o perfil do candidato de sua preferência, sabe avaliar a qual grupo ele pertence, quem o acompanha ou apoia na política; e não se deixa influenciar por promessas eleitoreiras ou por apelações baratas.

 

O eleitor responsável, quando tem provas concretas e certas, denuncia o candidato ou o partido que desrespeita a Lei Eleitoral.

 

O eleitor consciente esforça-se para votar bem, escolher com cuidado aquele (a) para quem vai dar autoridade de mando em sua cidade e tem consciência que, depois das eleições, deve continuar na responsabilidade de vigiar e cobrar o candidato eleito.


Eis os 10 mandamentos do eleitor cristão e consciente. (TRE - Paraná)


1. Não deixe de votar!
A sua ausência enfraquece a democracia. Caso não seja possível votar por estar fora do domicílio, não se esqueça de justificar o voto em qualquer local de votação. Vota-se com qualquer documento oficial com fotografia.


2. Não vote contrariando sua opinião!
Não mude seu voto por influência da TV, do Rádio e da Internet. O Candidato mais simpático nem sempre é o melhor.


3. Não venda seu voto!
Vender o voto é crime, sujeito à pena de quatro anos de detenção. Quem vende ou compra voto é corrupto e prejudica toda a sociedade.


4. Não vote para contentar amigos ou parentes!
O voto é sigiloso e corresponde à consciência de cada um. Seja honesto com você mesmo e responsável na construção da cidade e do País.

 

5. Não vote sem conhecer o programa e as reais intenções do candidato e do partido! Analise se o candidato (a) tem condições de cumprir com o que promete e se, de fato, conhece os problemas da população.


6. Não vote sem conhecer o passado do candldato!
Saber da vida precedente do político é útil na hora de escolher. A Lei da "Ficha Limpa" tem ajudado a afastar os maus candidatos. Confira se o candidato (a) não tem condenações na justiça.


7. Não vote sem conhecer o caráter do candidato!
Não eleja ou reeleja candidatos (as) sem caráter. A pessoa de bom caráter é honesta, sincera, íntegra, gente boa e de família, comprometida com o povo.

 

8. Não deixe nenhuma pesquisa mudar o seu voto!
Tenha personalidade e não se deixe influenciar facilmente. Vote naquele (a) que sua consciência julgar ser o melhor para a comunidade.


9. Não anule seu voto!
Ao contrário do que se pensa, voto nulo não anula eleição e pode favorecer o candidato que está à frente no pleito.


10.    Não vote em branco!
Fugir da responsabilidade em definir rumos de sua cidade e do seu País não é solução. Ao contrário, renunciar à escolha é aceitar o que está aí e não lutar por melhorias.

 

Caríssimos,

O cristão e todas as pessoas de boa vontade não podem "lavar as mãos" e não se comprometerem em tudo o que diz respeito ao bem da cidade e do País, a nossa "casa comum". Ter ou não emprego, transporte digno e escola para os filhos, saneamento básico, remédios e médicos suficientes, vaga no hospital, estradas melhores, água e alimento para todos, tudo passa pela política e depende da responsável participação de todos, em especial, do voto consciente.

 

Na oportunidade das eleições municipais, exerça o direito e o dever do voto com responsabilidade cidadã e amor cristão.

 

Que o bom Deus abençoe a todos!



Diamantina, 25 de setembro de 2016 - Dia da Bíblia!

+ Darci José Nicioli, Cssr

Arcebispo Metropolitano de Diamantina MG

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