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PRECES PARA O DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS - 28 DE MAIO DE 2017


 

- Vos pedimos, Senhor, pelos editores de jornais, revistas e livros: nós suplicamos vosso auxilio, Senhor Jesus, para que nossa Imprensa seja autêntica e não se deixe corromper pelo dinheiro e pelo poder, rezemos.

 

Senhor, escutai nossa prece.

 

- Vos pedimos, Senhor, pelas profissionais das emissoras de rádio, para que sejam sensíveis à vossa presença em suas vidas, e se sintam inspirados a dispor suas vozes para anunciar a Boa-Nova, rezemos.

 

- Vos pedimos, Senhor, pelos profissionais da televisão, para que possam trabalhar pela formação das consciências em prol dos valores da vida, da justiça e da paz, rezemos.

 

- Vos pedimos, Senhor, pelos profissionais e usuários da Internet. Que esta tecnologia, que encurta as distâncias e aproxima as pessoas, seja instrumento eficaz para a cultura do encontro, rezemos.

 

- Vos pedimos, Senhor, pela Pastoral da Comunicação, anunciadora do Caminho da Verdade e da Vida. Para que os agentes desta pastoral sejam animadores de bons caminhos e ajudem a edificar a Igreja e o mundo com a verdade e o amor, levando vossa palavra a todos, rezemos.

 

MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO


PARA O 51ª DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS


Tema: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).

 

“Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”

 

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de “moer” o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

 

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, “moem” tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

 

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas “notícias más” (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

 

Gostaria, portanto, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da “boa notícia”.

 

A boa notícia

 

A vida do homem não se reduz a uma crônica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos “óculos” que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os “óculos” certos?

 

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da “boa notícia”, que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

 

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo»” (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – “Eu estou contigo” – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

 

A confiança na semente do Reino

 

Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os “óculos” adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o “espaço” de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27).

 

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

 

Os horizontes do Espírito

 

A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter “plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade” (Heb 10, 19-20). Através “da força do Espírito Santo”, podemos ser “testemunhas” e comunicadores duma humanidade nova, redimida, “até aos confins da terra” (cf. At 1, 7-8).

 

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

 

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi “reimpresso” em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos “canais” vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

 

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.

 

Francisco

 

"A Missa da Unidade ou dos 'Santos Óleos' geralmente ocorre na Quinta-Feira Santa, mas por motivos pastorais, esta Celebração poderá ser antecipada. A Missa da Unidade reúne em torno do [Arce]bispo o clero da [Arqui]diocese (padres e diáconos) e todo o povo de Deus, ou ao menos uma boa representação das comunidades paroquiais que formam a [Arqui]diocese. Uma vez que esta Missa caracteriza-se como uma grande ação de graças a Deus pela instituição do ministério sacerdotal na Igreja, nela, os padres presentes renovam as promessas sacerdotais."

 

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+ Dom Marcelo Pinto Carvalheira era arcebispo emérito da Paraíba

 

 

Faleceu neste sábado, 25 de março, aos 88 anos, o arcebispo emérito da Paraíba, dom Marcelo Pinto Carvalheira. Ele exerceu a vice-presidência da CNBB no período de 1998 a 2003.

 

Trajetória


Filho de Álvaro Pinto Carvalheira e Maria Tereza Mendonça Carvalheira, dom Marcelo entrou no Seminário Arquidiocesano de Olinda, em 1944. Em 1946, foi para a Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, onde cursou a Filosofia e a Teologia e se especializou em Teologia Dogmática.

 

Ordenado padre no dia 28 de fevereiro de 1953, foi Professor de Teologia no Seminário de Olinda; Diretor Espiritual do Seminário; primeiro reitor do Seminário Regional do Nordeste Olinda; Assistente Eclesiástico da Ação Católica e Subsecretário do Regional Nordeste 2 da CNBB.

 

Durante o regime militar no Brasil, defendeu os líderes católicos perseguidos, sendo ele mesmo preso e torturado.

 

Foi nomeado bispo auxiliar da Paraíba, em 29 de outubro de 1975. Em 9 de novembro de 1981, foi transferido para a Diocese de Guarabira, na Paraíba. Em 29 de novembro de 1995 foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese da Paraíba, onde se tornou emérito em 2004.

 

Velório e sepultamento


Segundo informações da Arquidiocese da Paraíba, O corpo de Dom Marcelo Pinto Carvalheira será velado neste domingo, dia 26, a partir das 10h, na Catedral da Sé em Olinda (PE). A Missa de Corpo Presente será às 16h. Depois, o corpo será levado para a Catedral da Luz, em Guarabira (PB), onde será velado durante a noite. Na segunda-feira, dia 27, pela manhã, haverá uma Missa em Guarabira, e logo após o corpo será levado para João Pessoa, com chegada prevista para às 9h30. O velório será na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves. A Missa de Exéquias, seguida do sepultamento, está marcada para às 16h.

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