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Currículo - Dom Joaquim Silvério de Souza


O Segundo Bispo de Diamantina foi Dom Joaquim Silvério de Souza, até então Bispo Coadjutor. Dom Joaquim nasceu em São Miguel de Piracicaba ? MG a 20 de Julho de 1859 e foi sagrado Bispo por S. Excia. Revma. Dom Silvério Gomes Pimenta, 9º Bispo e 1º Arcebispo de Mariana, no dia 02 de fevereiro de 1902. Tornou-se Bispo Coadjutor e, posteriormente, em 1905, Bispo Diocesano. Em 1903, ainda como Bispo Coadjutor e por mandato do Sr. Bispo Diocesano, Dom João, foi convocado por Dom Joaquim o 1º Sínodo Diocesano de Diamantina. Em, 1909, a 06 de Abril, Dom Joaquim Silvério de Souza recebeu a comunicação de sua nomeação como Arcebispo Auxiliar de S. Emncia. O Cardeal Dom Joaquim Arcoverde de Albuquerque Cavalcanti, Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro, com o título de Arcebispo de Axum. Por solicitude do Santo Padre, foi confirmado como Bispo Diocesano de Diamantina, em 25 de junho de 1910, conservando o título pessoal de Arcebispo. Depois, já como Bispo Diocesano, realizou o 2º Sínodo Diocesano, em 1913.


Em 1917, a 28 de junho, o Santo Padre, o Papa Bento XV, pela Bula Pontifícia ?Quandocumque se praebuit? elevou a Diocese de Diamantina à categoria de sede da Província Eclesiástica, como Metrópole, tornando-se, deste modo Arquidiocese. E S. Excia. Revma. Dom Joaquim Silvério de Souza foi feito o 1º Arcebispo Metropolitano de Diamantina.


Ainda como Bispo Diocesano, fundou o jornal ?A Estrela Polar? orgão oficial da Mitra, reergueu o Seminário, criou o Colégio Diocesano, reconstruiu o Palácio Episcopal, escreveu 16 cartas pastorais, foi membro da Academia Mineira de Letras, recusou a cadeira de Senador que lhe foi oferecida pelo governo de Minas Gerais. Por sua cultura, foi chamado de ?Mercier? brasileiro. No ano de 1910, no dia 10 de dezembro, o Santo Padre São Pio X criou a Diocese de Montes Claros, desmembrando-a integralmente da Diocese de Diamantina. Em 1918, para poder realizar o seu projeto de evangelização e pastoral solicitou um Coadjutor, e a Santa Sé lhe deu o então Padre Antônio José dos Santos, natural de Cachoeira do Campo, sendo eleito Bispo no dia 13 de outubro de 1918. Foi sagrado Bispo no dia 19 de outubro de 1919, com o título de Bispo de Cróia. Ficou ao lado, junto de Dom Joaquim até 1930, quando foi transferido para a Diocese de Assis, no estado de São Paulo.


Em 1927, Dom Joaquim Silvério de Souza promoveu o 3º Sínodo Arquidiocesano. Para suceder a Dom Antônio José dos Santos, como Bispo Auxiliar, foi então nomeado Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, natural de Bom Jesus do Amparo, sagrado em Belo Horizonte a 30 de agosto de 1932, chegando a Diamantina no dia 19 de janeiro de 1933. Com o falecimento de Dom Joaquim Silvério de Souza a 30 de agosto de 1933, cujo corpo está sepultado na cripta da Catedral Metropolitana de Diamantina, Dom Carlos Carmelo Vasconcelos Mota, Bispo Auxiliar, foi eleito pelo Cabido Metropolitano como Vigário Capitular, durante a sede vacante, até a nomeação do Arcebispo sucessor, que foi S. Excia. Revma. Dom Serafim Gomes Jardim, sendo transferido da Diocese de Araçuaí no dia 26 de maio de 1934. Por esta ocasião, o Sr. Bispo Auxiliar Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota foi promovido a Arcebispo de São Luiz do Maranhão, e depois, feito Arcebispo e Cardeal de São Paulo.