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Dom Antônio Ferreira Viçoso

 

 

Dom Antônio Vicente Ferreira Viçoso CM, nasceu em Peniche(Portugal) em 13 de maio de 1787, foi um religioso lazarista, oitavo bispo da arquidiocese de Mariana e escritor, tendo sido autor de diversas obras de caráter religioso, dentre as quais O romano.

Filho de Jacinto Ferreira Viçoso, conhecido como O Manso, e de Maria Gertrudes; neto paterno de Francisco Ferreira Viçoso e de Joana Maria e, materno, de Luís dos Remédios e de Joana Francisca. Ingressou no noviciado da Congregação da Missão, em Lisboa, no dia 25 de julho de 1811, onde foi ordenado padre no dia 7 de março de 1818, aos trinta anos.

Ensinou filosofia no seminário de Évora. Vindo de Portugal para fundar missões na província de Mato Grosso, juntamente com o padre Leandro Rebelo Peixoto e Castro, com quem fundou a primeira província lazarista brasileira, acabou por se tornar diretor do colégio de Caracas, em Minas Gerais, e mais tarde do de Jacuecanga, no Rio de Janeiro e do de Campo Belo.

Antônio Ferreira Viçoso foi indicado, no regime do padroado, por D. Pedro II para ser bispo de Mariana no dia 12 de janeiro de 1844, aos 57 anos. Foi ordenado bispo no dia 5 de maio de 1844, pelas mãos de Dom Manuel do Monte Rodrigues de Araújo, Dom Pedro de Santa Mariana e Sousa, OCD e de Dom José Afonso de Morais Torres.

Reformou o seminário de Mariana, fundado em 1750, aplicando as normas do Concílio de Trento para a formação do clero. Confiou sua direção aos seus confrades da Congregação da Missão.

Durante seu governo, circulou o periódico Selecta Catholica (1846 – 1847), publicado por um grupo de religiosos ligados a Dom Antônio.

D. Pedro II conferiu-lhe no dia 7 de março de 1868 o título de conde de Conceição. Conselheiro imperial, recebeu ainda a comenda da Imperial Ordem de Cristo e o grau de oficial da Imperial Ordem da Rosa.

Faleceu no dia 5 de agosto de 1875. Em 1985, realizou-se o processo ordinário diocesano para a causa de sua beatificação e canonização. Em 1986, foi-lhe atribuído o título de Servo de Deus.

 

TEMA: Fides, spes et caritas. (Fé, esperança e caridade)

 

 


 

 

Dom Antônio José dos Santos

 

Nascido aos 23 de Novembro de 1872, em Cachoeira do Campo/MG.


Em 1894 fez sua Profissão Religiosa.


Ordenado Presbítero pelo arcebispo metropolitano do Rio de Janeiro, D. Joaquim Arcoverde, em 1893.


De 1893 a 1918 trabalho no seminário diocesano de Diamantina/MG.


Foi eleito Bispo titular de Cróia e auxiliar de Diamantina no dia 13 de outubro de 1918.


Em 1919, nomeado pelo papa Bento XV, bispo auxiliar de D. Joaquim Silvério de Souza, bispo de Diamantina.


Sagrado Bispo em 19 de Outubro de 1919, foi sagrado bispo pelo arcebispo de Mariana, D. Silvério Gomes Pimenta.


Tomou posse de seu Ofício Canônico, como Bispo Diocesano da recém criada Diocese de Assis, em 19 de março de 1930.
Faleceu dia 02 de Fevereiro de 1956

Exerceu inúmeras atividades como Bispo, no entanto, considera-se que a sua mais importante obra em Assis seja aquela realizada em um plano invisível: a preservação e revigoramento da Fé Católica, principalmente nos anos quarenta.

Após uma longa vida dedicada ao Sacerdócio, na humildade, e trinta e oito anos dedicados ao pastoreio da Igreja, sendo vinte e seis em Assis, veio a falecer, aos oitenta e três anos, no dia 02 de fevereiro de 1956, no Palácio Episcopal Santa Terezinha e está sepultado na Cripta da Catedral de Assis.

 

Lema Episcopal: "Deus adjutor" - Deus sempre perto

 

 


 

 

Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota

 

Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta (Bom Jesus do Amparo, 16 de julho de 1890 — Aparecida, 18 de setembro de 1982) foi um sacerdote católico brasileiro; vigésimo quarto bispo do Maranhão e seu segundo arcebispo; décimo quinto bispo de São Paulo, sendo seu terceiro arcebispo e primeiro cardeal. Foi também o primeiro arcebispo de Aparecida .


Era filho de João de Vasconcellos Teixeira da Motta e de Francisca Josina dos Santos Motta. Realizou seus estudos fundamentais na Fazenda da Prata, na paróquia de Taquaraçu, Caeté, Minas Gerais. Estudou de humanidades no Colégio Matosinhos, dos Irmãos Maristas, em Congonhas do Campo. Em 1904, matriculou-se no seminário menor de Mariana, saindo após breve período. Entre 1910 e 1911 cursou a Faculdade de Direito de Belo Horizonte. Em 1914 matriculou-se no seminário maior.


Foi ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1918, por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana. Celebrou sua primeira missa, em Taquaruçu, a 7 de julho de 1918.


Após ser ordenado, foi nomeado vigário coadjutor de Taquaruçu, onde permaneceu por seis meses. Depois foi nomeado capelão do Asilo São Luís da Serra da Piedade.

Foi depois capelão do Recolhimento das Macaúbas, e trabalhou nas paróquias de Caeté e Sabará. Foi reitor do seminário de Belo Horizonte até 1932.
Em 29 de julho de 1932 foi eleito bispo titular de Algiza e auxiliar de Diamantina, aos 42 anos.1

Recebeu a ordenação episcopal, em 30 de outubro de 1932, na igreja matriz de São José, em Belo Horizonte, sendo sagrante principal Dom Antônio dos Santos Cabral, arcebispo de Belo Horizonte, e consagrantes: Dom Ranulfo da Silva Farias, então bispo de Guaxupé, e Dom Antônio Colturato OFM Cap, então bispo de Uberaba.

Em 19 de dezembro de 1935 foi nomeado arcebispo do Maranhão, onde permaneceu por oito anos.1

Em 13 de agosto de 1944, aos 54 anos, foi nomeado arcebispo de São Paulo,1 da qual tomou posse por procuração a 7 de setembro do mesmo ano. No dia 16 de novembro fez sua entrada solene na igreja de Santa Ifigênia, então catedral provisória. Em 18 de abril de 1964, aos 73 anos, foi nomeado primeiro arcebispo de Aparecida, cargo que exerceu até sua morte, em 18 de setembro de 1982, aos 92 anos.


No Consistório do dia 18 de fevereiro de 1946, presidido pelo Papa Pio XII, na Basílica de São Pedro, Dom Carlos foi criado Cardeal-Presbítero, do título de São Pancrácio. Em 2 de agosto de 1977 tornou-se o Protopresbítero do Colégio dos Cardeais.


Seu pai João de Vasconcelos Teixeira da Motta foi deputado durante o Império. Foi o Cardeal Motta quem escolheu pessoalmente o nome de Brasília para ser a nova capital Federal da Nação. Em 3 de maio de 1957, e celebrou a 1ª missa em Brasília.

Foi o primeiro presidente da CNBB, de 1952 a 1958. Foi Arcebispo de São Paulo por 20 anos, criando mais de 100 paróquias.

 

 


 

 

Dom João de Souza Lima

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

Dom Silvério Gomes Pimenta

 


Dom Silvério Gomes Pimenta (Congonhas do Campo, 12 de janeiro de 1840 — Mariana, 30 de agosto de 1922), professor, orador sacro, poeta, biógrafo, prelado e arcebispo de Mariana, foi o primeiro prelado eleito membro da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 19.


Sendo órfão de pai ainda cedo, Silvério Gomes cedo teve de empregar-se como caixeiro para sustentar a mãe e quatro irmãos menores.

 

Demonstrando desde cedo aptidão para o estudo, seu padrinho obteve para ele uma vaga no Colégio de Congonhas, dos padres Lazaristas. Afilhado de crisma de D. Viçoso, bispo de Mariana, este concedeu-lhe matrícula no Seminário da cidade. Ali entrou aos 14 anos. Dois anos depois já era professor de latim, cadeira que ocupou durante 28 anos. Além de latim, foi professor de Filosofia e História Universal, durante 12 anos. Foi ordenado diácono em 21 de abril de 1862 e padre aos 22 anos por seu padrinho, em 20 de julho.


Foi vigário-geral da Diocese, prestando grande serviço ao então bispo Dom Antônio Correia de Sá e Benevides. Em 1890, foi nomeado bispo-titular de Câmaco e auxiliar de Mariana. Consagrado em 31 de agosto de 1890, foi seu principal sagrante o Bispo Dom Pedro Maria de Lacerda, e seus consagrantes o Bispo Dom Antõnio Cândido Alvarenga e o Bispo Dom Joaquim José Vieira. Em 1897, foi nomeado bispo da Mariana.

Em 1906, o Papa Pio X elevou a Diocese de Mariana à Arquidiocese, e por consequência, seu bispo a arcebispo.
Quando nomeado bispo de Cámaco, começou a produzir suas célebres cartas pastorais. A primeira pastoral traz a data de 24 de novembro de 1890 e a última é de 10 de fevereiro de 1922.

Conhecedor que era do latim, grego, hebraico, além das línguas vivas que usava correntemente, publicou poesias em latim. Sua obra maior é a Vida de D. Viçoso. Como jornalista, D. Silvério fundou e dirigiu, em Mariana, o Bom Ladrão, O Viçoso, O D. Viçoso e o D. Silvério, editados sob sua orientação e dirigidos pelos padres Severiano de Resende e João Luís Espeschit.


Em 1919, foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, sendo recebido a 28 de maio de 1920 por Carlos de Laet. Ocupou a cadeira 19, que tem por patrono Joaquim Caetano da Silva, da qual foi o segundo imortal.