Artigos Públicados

Modificar o tamanho de letra:

 

Pós-modernidade: A vida e o amor com seus anseios. Uma reflexão

 

“Viva a pós-modernidade, sem nunca se esquecer de folhear a vida”

(Côn. Manuel)

 

Antes de o dia amanhecer a Pós-modernidade se preocupa em se atualizar. Sua intenção é de nos manter informados desde o mais simples ato ou acontecimento. Todavia, é sempre bom ficar atento e não se deixar lubrificar pelas primeiras impressões. Henry Ford nos chama a atenção: “Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso tão poucos se dediquem a ele”. A prudência nos chama a selecionar e não amontoar. Quem quer dar o passo maior do que a perna a dor é sentida no corpo todo. Sempre digo: “Gostamos de acertar, imprudente é aquele que arrisca a dizer que nunca errou”. Para obtermos resultados positivos basta unir a vida com seus anseios e o amor com seus propósitos. Marcus Cícero nos alerta: “É bom saber distinguir as coisas desejáveis das que se convém evitar”. O ser humano, com sua capacidade racional, o que vale dizer: de conhecimentos resultantes de princípios a priori, é o grande guardião dos mais nobres sentimentos que lhe são presenteados ao longo da vida. No coração de todos estes sentimentos está o amor. Este, na vida, escreve certo em linhas tortas. O amor sempre vence. Quem ama sempre tem o pensamento, a ideia, o projeto, o presente e a esperança do seu lado.

 

O amor todos os dias nos é dado. A vida é o grande ato de amor de Deus para conosco. Quando agradecemos o novo dia, que nos condecora com a vida, automaticamente, estamos sendo gratos ao Criador (Sl 84, 10). O amor nos faz sentir a vida na letra que se escreve, isto é, nas pequenas ou grandes coisas que o cotidiano em suas labutas nos pede. Diante desta realidade, o dia a dia nos é apresentado como um corpo. A saúde e o bem estar do corpo só depende de nós. A consciência, os sentimentos e o coração são como páginas. Ao folhearmos seus conteúdos, logo lemos o que a vida nos deu como dádiva. “Não faça da vida e do amor um rascunho, você pode não ter tempo de passar a limpo”. Quem brinca com este dois pulmões, pode ter a vida curta. A vida pode ser comparada ao sol e amor com aquilo que ela pode oferecer em prol de alguém. Quando o sol surge, isto é, a vida, começamos a ver as coisas que nos cercam; quando ela desponta, isto é, o amor, logo seremos vistos por nossas obras. A vida pode ser comparada a um jardim. As sementes são a vida, as flores o amor, vale dizer: o jardim procura multiplicar as flores, o amor seu perfume, ou seja, o bem que fazemos. Nunca te sintas só. Jesus nos diz: “Eu estarei convosco todos os dias” (Mt 28, 20)

 

Quem visita uma família, hospital, asilo, cadeia; quem anda pelas ruas de nossas cidades e vê seres humanos, rogando que lhe concedam uma vida digna, saúde merecida, sustento sagrado, afetividade condecorado de amor, compreensão pela falta cometida, lógico que se interessa pela vida do seu semelhante e luta pelo amor a ele negado. Jesus nos alerta: “Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos, a MIM o fizestes” (Mt 25, 40). Nossa sociedade precisa evitar o analfabetismo que está deteriorando a vida e, consequentemente, dar a vitória ao amor. A vida e o amor só podem agir em nós quando aceitamos sua influência e aceitamos o mandato que ambos nos outorgam, vale dizer, agir com responsabilidade, construir com personalidade e somar com a força do caráter quem temos. Não podemos esquecer que é de degrau em degrau que chegamos ao topo do nosso destino. São nas pequenas observações, sofrimentos, decepções, amarguras, tristezas que valorizamos o quanto a vida e o amor vale para a gente e para os outros. Se temos sucesso, bem estar, felicidade devemos genuflexos retribuir à vida e ao amor este bem a nós confiado. “Não faça da vida um rascunho, você pode não ter tempo de passar a limpo”. Pense nisso.

 

 

Côn. Dr. Manuel Quitério de Azevedo

Prof. do Seminário de Diamantina e da PUC – MG

Membro da Academia de Letras e Artes de Diamantina

Membro da Academia Marial de Aparecida - SP